Durante a reunião da CPI do Pagamento de Férias a Agentes Políticos, na manhã de ontem, foi aprovada a convocação do secretário de Controle Interno da Prefeitura, Rogério Oliveira Moisés. Na mesma reunião foi ouvido, a pedido, o vereador Wellington Paulista, que na administração passada foi secretário municipal de Esportes.

“Quero dizer que me sinto a vontade em estar aqui, mas não quer dizer que eu esteja satisfeito. Semanas passadas encontrei o vereador Tiago Braz, presidente da CPI, nos corredores e manifestei meu desejo de estar aqui explanando a realidade dos fatos como eu entendo”, afirmou Paulista no início de sua explanação. Morando em Poços há 38 anos, o vereador disse que é muito ruim estar envolvido em uma situação dessa e estava à disposição para esclarecer os fatos.

O relator DineyLenon o questionou sobre fotos postadas em redes sociais, durante férias enquanto ocupava cargo de secretário, que teriam sido apagadas. “Não é verdade. Eu fiz uma viagem em 2020, quando pedi afastamento de 10 dias e fui para Maceió, aproveitando o aniversário de minha esposa de 40 anos quis presenteá-la com esta viagem. Das viagens que fiz, que posso ter postado fotos, acredito até que não, e achava inconveniente estar trabalhando no setor público e ficar postando fotos. Eu não tenho este hábito e não fiz isso durante todo o período que estive na Secretaria de Esportes”, esclareceu.

Paulista lembrou ter trabalhado muito na secretaria, de segunda a segunda, e que por isso nem teve tempo para fazer viagens.  De acordo com ele, durante o tempo que esteve à frente da secretaria ficou 1.100 dias sem férias. “O regime jurídico que eu vivi dentro do futebol, inclusive depois na Coopoços, é muito diferente do regime público e privado. Para mim, na secretaria, era tudo muito novo, haja visto que quando me desincompatibilizei no dia 30 de março de 2020 passaram-se alguns meses e acabei surpreendido pelo comunicado da Secretaria de Administração de tinha o direito de receber férias. Minhas rescisão foi dia 1º de setembro. Não houve má fé do recebimento, porque se houvesse má fé, quando eu me desincompatibilizei em 30 de março no mais tardar dia 2 ou 5 de abril eu sairia com este pagamento. Eu não tinha conhecimento”, garantiu o vereador.