Contratação desnecessária

Conforme noticiado pelo blog no final de semana, a prefeitura de Poços, através da Secretaria de Promoção Social vai gastar exatos R$ 570.216,72, com a contratação da empresa de propriedade de Cassiana Moreira Torres, com sede na cidade de Alfenas, para a realização de um trabalho técnico social com os futuros moradores dos conjuntos habitacionais Vale dos Pinheiros e Sonho Dourado I e II, financiados através do programa Minha Casa, Minha Vida.

O trabalho, segundo um empreiteiro da construção civil ouvido pelo blog, é financiado pelas próprias construtoras através da retenção pelo agente financeiro de 2% do valor do empreendimento para fazer o trabalho social, que inclui o cadastramento, escolha (sorteio) e depois um trabalho de convivência social em comunidades. Como contrapartida, o município vai investir R$ 130 mil do total contratado.

Segundo este construtor a contratação seria desnecessária até porque a própria prefeitura, através da secretaria já fez este cadastro. Este dinheiro poderia ser utilizado pela própria prefeitura para contratar o pessoal que vai realizar o levantamento e com isto sobraria mais dinheiro para ser investido no próprio empreendimento.

 

Em baixa

Pela repercussão e comentários de uma entrevista feita com o prefeito Sérgio Azevedo por um site de notícias, dá para perceber que os números das pesquisas tanto do Grupo Cioffi, como da contratada pelo próprio governo, refletem uma realidade de momento, apresentando um quadro que dificilmente será alterado até a eleição de outubro de 2020.

A administração está em baixa, a rejeição ao chefe do executivo é enorme e o pior, sua fala continua sendo a mesma de quando assumiu o governo, sonhando com algumas obras que não devem sair do papel e acreditando que a população se contenta apenas com reforma dos jardins e que não dá a mínima importância pela cidade toda esburacada.

O sonho da reeleição fica cada vez mais distante e o que é pior, a prefeitura está quebrada, sem dinheiro e não é por outro motivo a não ser por causa de uma gestão fraca que não soube administrar os gastos e nem sabe onde foram parar os mais de 100 milhões de reais já repassados pelo DME.

A continuar nesse ritmo o futuro prefeito vai herdar uma prefeitura em piores condições da que foi entregue em janeiro de 2017 para quem alardeava aos quatro cantos que “quando a gestão é boa, o dinheiro aparece”. Não apareceu e o que é mais grave, se os vereadores não ficarem alertas a administração quebrada vai levar junto para o buraco também o DME

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