Com o caixa reforçado

Tudo leva a acreditar que o prefeito Sérgio Azevedo suspenderá, no final deste mês, o decreto de calamidade financeira, cuja validade se estende até o dia 30 de junho. O motivo para a suspensão do decreto está no reequilíbrio das contas com a melhora da situação financeira da prefeitura que nestes primeiros meses do ano vem recebendo 50% do IPVA pago pelos proprietários de veículos automotores, mais a parcela única do IPTU que muitos preferem pagar à vista, embora o desconto seja de apenas 3%.

Além disso, o governador Romeu Zema está mantendo em dia os repasses constitucionais, prometendo pagar para as prefeituras até o atrasado, cerca de R$ 1 bilhão, que deixou de repassar no mês de janeiro. Ontem representantes do governo tinham agendada uma reunião com os prefeitos, liderados pela Associação Mineira de Municípios, para um acordo com o governador quanto aos R$ 12,5 bilhões que o governo anterior deixou de transferir para as prefeituras. A proposta feita pelo governo ainda não foi aceita mas tudo indica que haverá acordo para o pagamento.

Como o prefeito sempre disse que se o repasse passasse a ser feito em dia o problema da prefeitura estaria resolvido, tudo leva a crer que a crise está afastada. O chefe do executivo pretende ainda reforçar os cofres municipais com 65% que vai retirar dos fundos administrados pelo município, sem contar que com o fato de que a arrecadação do IPTU deve subir com os reajustes aplicados em mais de sete mil imóveis.

Com dinheiro em caixa o chefe do executivo vai retomar o investimento em obras e programas. O asfaltamento será prioridade, com investimento de R$ 20 milhões no recapeamento das vias mais castigadas pelas chuvas, o objetivo é engatar uma agenda positiva neste penúltimo ano de governo que começa com boas notícias no lado financeiro, mas com muita turbulência pelos lados dos contribuintes pelo reajuste exagerado nos tributos municipais.

Boa notícia também para os fornecedores que já podem reivindicar os pagamentos em atraso e para os servidores tendo em vista que a data base da categoria será em maio. A pedida do sindicato da classe é por um aumento salarial da ordem de 17%, difícil de ser atendido, Quem sabe dois ou três pontos acima da inflação, já seria um ganho e tanto considerando o elevado gasto com a folha de pagamento.

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