Clima esquentou na reunião das comissões

O que parecia ser uma reunião tranquila para a indicação dos novos membros das comissões permanentes da Câmara Municipal, acabou se transformando no terceiro round de uma disputa entre dois vereadores do DEM. Antonio Carlos Pereira e Ligia Podestá vem se estranhando já faz algum tempo na busca de mais espaço quer seja no partido ou mesmo na Câmara Municipal.

A escolha do representante do Democratas na Comissão de Justiça foi o motivo de mais uma divergência e ao final deste que foi o terceiro entrevero protagonizado pela dupla nos últimos dias, a vereadora acabou levando vantagem ao emplacar o vereador pastor Wilson Rodrigues como o indicado para a Comissão, jogando por terra a pretensão do ex-presidente da Câmara, Antonio Carlos que também pleiteava a vaga.

Como presidente do partido Pereira havia indicado o pastor para ser o líder da bancada no próximo biênio. Na última sexta-feira ele procurou o presidente para informar que aceitava a liderança mas que não tinha interesse em participar da Comissão e Justiça. Foi quando Pereira decidiu pleitear a vaga.

O problema é que, influenciado pela vereadora Ligia, que foi derrotada na disputa pela primeira secretaria da mesa diretora e aponta Antonio Carlos como um dos culpados pela derrota, o vereador Wilson mudou de ideia e como a indicação para as comissões, segundo o regimento interno é feita pelo líder da bancada ele acabou indicando o próprio nome.

Ao anunciar sua decisão provocou um novo bate-boca entre Ligia e Pereira e este, num momento de nervosismo decidiu chutar o balde, desistiu da indicação e abandonou a sala onde acontecia a reunião, dizendo que se fosse indicado apenas para a Comissão das Águas estaria satisfeito.

Nos bastidores a informação é de que por trás da atitude da vereadora estaria também o interesse do chefe do executivo que meses atrás se mostrou descontente com as atitudes do então presidente do legislativo, Antonio Carlos Pereira, que ao encerrar seu mandato na presidência, no final do ano, provocou um novo embate com o executivo ao recusar a convocação de uma sessão extraordinária para votar projeto de suplementação de verba.

O chefe do executivo chegou a recorrer ao Judiciário para obrigar a realização da referida sessão, mas anão obteve sucesso e a reunião só acabou acontecendo num domingo, após o presidente ceder diante de intensa pressão feita por aliados do executivo.

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