Ontem, sexta feira, 14, aconteceu no andar de cima da casa amarela reunião entre representantes da Circullare e o prefeito Sérgio Azevedo, cujo tema foi o contrato emergencial, já que a referida empresa foi a única a participar da carta convite, cujo prazo para apresentação de propostas se encerrou também no dia de ontem.

Embora não tenha sido tornada pública a proposta da Circullare para mais um contrato emergencial, o que se comenta, é que não houve acordo entre as partes e assim, se não houver novas tratativas que cheguem a bom termo, Poços corre sério risco de ficar sem transporte coletivo a partir do próximo sábado, 22, já que o atual contrato emergencial vence no dia 21. Além disso, a empresa comunicou recentemente o encerramento das atividades na próxima sexta feira e assim, cerca de 400 colaboradores, que estão em aviso prévio, poderão também ficar sem emprego.

A Circullare alega ser obrigada a cumprir todas as determinações do Comitê de Saúde, manter a qualidade nos serviços prestados, bancar todos os custos de suas operações, incluindo os aumentos constantes no valor do óleo diesel, 35% somente nesse ano de 2021, além dos aumentos nos insumos, sem nenhuma forma de compensação.

A empresa vem solicitando há mais de 18 meses, a concessão do subsídio por parte da atual administração, já que a tarifa paga pelos passageiros não cobre os custos do Sistema, agravado ainda mais desde o ano passado com a pandemia que atingiu de forma letal um setor que já se encontrava em situação crítica e, para a empresa, a situação se tornou insustentável, com as medidas restritivas de combate à doença, que implicou o não deslocamento das pessoas, a queda ainda maior no número de passageiros pagantes transportados e à perda de receita, com todos os ônus sendo repassados para a Circullare, sem nenhuma contrapartida do poder público. Paralelamente à queda no número de passageiros pagantes, a empresa teve sua despesa aumentada diante da necessidade de atender às exigências de higienização, equipamentos e treinamentos, como medidas preventivas para redução dos riscos de disseminação do vírus, buscando preservar a saúde de passageiros e colaboradores.

Atualmente, a empresa transporta em média 27.000 passageiros brutos por dia, de segunda a sexta-feira, sendo que destes, 6.000 passageiros por dia têm o benefício da gratuidade e entre os 21.000 passageiros equivalentes, estão aqueles que atuam nos serviços essenciais e na linha de frente de combate à pandemia, trabalhando em hospitais, supermercados, segurança pública etc.

Segundo dados divulgados pela Circullare, a média mensal de receita neste ano de 2021 está em R$ 2.150.000,00 e a média mensal de despesa está na ordem de R$ 2.900.000,00, resultando em um prejuízo mensal de R$ 750.000,00, o que segundo a empresa, demonstra de forma indiscutível e irrefutável, anecessidade do subsídio como instrumento legal aplicado em dezenas de municípios do país para cobrir o referido prejuízo e manter a continuidade de um serviço essencial para a população.