Bônus e ônus

Não existe bônus, sem ônus. Foi o que reconheceu o diretor do DMAE, Antonio Roberto Menezes, no programa “Poços em Debate”, ao responder pergunta sobre a diferença entre ser servidor de carreira e diretor da autarquia. Menezes explicou que por conta do aperto financeiro que afeta o DMAE e os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal foi obrigado a reduzir o número de horas extras, e com isso acabou descontentando alguns colegas de trabalho.

Segundo o diretor, a tarifa de água e esgoto, cobrada pelo DMAE está defasada, o que obriga a fazer cortes nas despesas com pessoal, tendo em vista que o gasto com a folha de pagamento já atingiu o limite considerado prudencial pela LRF.

Em média a tarifa da autarquia municipal é 35% mais baixa que a cobrada pela Copasa, responsável pelo serviço em mais de 700 municípios mineiros. Com receita baixa, a direção da autarquia está sendo obrigada a exercitar um verdadeiro malabarismo financeiro para manter os compromissos em dia e atender da melhor forma os consumidores.

Porcas, parafusos… e multas

Segundo ata de registro de preços publicada na edição de ontem do diário oficial, a prefeitura pretende gastar mais de R$ 12 mil na compra de parafusos, porcas e pregos para atender a Secretaria de Defesa Social. Quem sabe com essa aquisição o pessoal do Demutran consegue dar um jeito nos semáforos da Av. João Pinheiro que parece funcionam de maneira irregular e apresentam constantes defeitos.

E por falar em Defesa Social, o diário oficial do município publicou ontem 85 PÁGINAS, isso mesmo, 85 páginas contendo avisos de infrações e autuações de trânsito, cujos proprietários dos veículos não foram encontrados em suas residências pelos carteiros, para assinar as notificações.

Se alguém tem dúvida é só acessar o site da prefeitura e conferir. Para lembrar a publicação se refere apenas aqueles que não foram encontrados em casa para receber o aviso de multa.

Outras seis páginas são de contestações de multas que não foram acolhidas pela junta que analisa os recursos.

Antecipando a devolução

Como sempre, por manter uma estrutura bastante enxuta, a Câmara Municipal, à exemplo dos anos anteriores, deve devolver aos cofres da prefeitura alguns milhões referentes ao dinheiro não utilizado para manutenção das atividades legislativas.

No exercício anterior, quando respondia pela presidência da Casa, o presidente Antonio Carlos Pereira, com apoio dos demais vereadores antecipou n meio do ano parte da devolução para socorrer o hospital da Santa Casa que enfrentava grave crise financeira.

Agora, mesmo não estando na presidência, o vereador, para solucionar o problema da paralisação das cirurgias ortopédicas, propôs e está tendo o apoio dos colegas, para que a Câmara antecipe R$ 500 mil para que a situação possa ser normalizada e os pacientes atendidos.

Com esse recurso a prefeitura poderá também retirar de circulação uma Kombi velha que faz transporte de pacientes e adquirir uma nova ambulância para substituí-la no serviço. Sem dúvida, uma boa atitude.

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Com todo respeito, mas será que dos R$ 100 milhões que o DME transferiu para os cofres da prefeitura, não deu para reservar R$ 15 milhões para zerar a dívida com o IASM e manter em dia o plano de saúde dos servidores?

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