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Com o anúncio de investimentos da ordem de 3 bilhões de reais, na fábrica da Citroen em Porto Real, a Stellantis encerra seu ciclo de novos investimentos no Brasil.

Já foram anunciados 14 bilhões de investimentos em Betim, a principal unidade da empresa, onde se fabricam veículos da marca Fiat. Outros 13 bilhões serão investidos em Goiana, onde, além da Toro, se fabricam modelos Jeep e Ram.

No total, serão investidos 30 bilhões de reais. Trata-se do maior investimento da história, promovido pela indústria automotiva no Brasil. Supera o de qualquer outra montadora.

A par desse substancial aporte financeiro, que anima o setor industrial, o mercado financeiro tem correspondido: o financiamento de veículos cresceu quase 27% em doze meses, atingindo o maior patamar em 10 anos, segundo dados do Banco Central. Pelo menos no setor automotivo, a combalida indústria nacional, objeto de preocupação do governo, está crescendo. Para alento de Geraldo Alkimin, ministro dessa área.

Seria também importante destacar a posição da Stellantis no mundo. Além de se encontrar entre as dez montadoras mais valiosas do mundo, tendo superado as antigas gigantes Ford e General Motors, tem realizado pesquisas bem sucedidas em novos propulsores. Especialmente aqueles voltados para a transição energética. Notadamente um motor movido exclusivamente a etanol, que teria um desempenho equivalente a um motor movido a gasolina, o que representaria substancial economia energética, além de emissões reduzidas. Uma opção para unidades híbridas, com performance “verde” tão boa quanto a de um motor exclusivamente elétrico. Que também está sendo desenvolvido.

A Stellantis seria uma resposta eficiente, da indústria ocidental, ao avanço chinês? Que emplacou duas montadoras entre as dez mais valiosas do mundo? Eis a questão.

Está para ser lançado, no mercado nacional, um modelo chinês destinado a concorrer com o Corolla híbrido, jóia da Toyota. A ideia seria oferecer mais, por menos. No setor de veículos elétricos, modelos chineses têm sido bem aceitos no mercado nacional. Mas o preconceito contra marcas chinesas, em virtude das conhecidas “bugigangas” daquele país, ainda persiste. Resta saber até quando, dada a crescente qualificação das opções chinesas. Veremos.

(Marco A. Adere Teixeira – historiador, Advogado e Cientista Político)