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A mais recente pesquisa Quaest confirma outros levantamentos semelhantes: a direita mantém sua liderança e a polarização “rejeitora” permanece.

Basicamente, 55% dos entrevistados rejeitam Lula para um novo mandato. Mas reuniria, em contrapartida, a maior intenção de voto.

Estando Bolsonaro inelegível (que seria a mais lembrada alternativa a Lula), os dois mais fortes concorrentes seriam Haddad e Michele, empatados.

Haddad tem-se destacado como um ministro racional e equilibrado. Michele, como primeira dama, transmitiu uma postura discreta e simpática, embora atuante. Colhe os frutos. Poderia servir de modelo para Janja. Inclusive nas vestimentas.

Entretanto, Michele tem um forte viés religioso e nenhuma experiência, política ou administrativa, relevante. Que poderia fortalecer seu currículo. Embora isso não tenha sido impedimento para muitos, igualmente despreparados, que ocuparam a presidência, um bom currículo tem sua importância.

Entretanto, como Michele “fala em línguas” nos cultos que frequenta, poderia ser muito útil no Ministério das Relações Exteriores. Dispensaria tradutores, ao receber diferentes dignatários estrangeiros. Algo inédito.

Houve um caso em Pouso Alegre, quando o prefeito Perugini disputou a reeleição, em que exibia rejeição semelhante à de Lula. A oposição dava como certa a vitória. Uniu-se em torno de um nome, o do ex- prefeito Enéas Chiarini.

Feitas as pesquisas, descobriram, tarde demais, que a rejeição de Chiarini era maior que a de Perugini.

Perugini foi reeleito, realizou um segundo mandato sofrível e hoje vive em absoluto ostracismo. Assim como Enéas.

(Marco A. Adere Teixeira – historiador, Advogado e Cientista Político)