Os reajustes nos preços das mercadorias já podem ser sentidos nos supermercados e os fatores são vários, entre eles a alta do dólar e a própria crise da pandemia. O empresário do ramo de supermercados, Márcio Roberto de Oliveira, vice-presidente da Associação Mineira de Supermercados e proprietário do Supervale, declarou que os próprios empresários estão sentindo na pele esta alta, principalmente nos preços do arroz, óleo e açúcar que são produtos de exportação.

De acordo com ele, os consumidores têm mudado o perfil de suas compras para consumir dentro do seu orçamento doméstico. Márcio afirmou que alguns produtos conseguiram manter o preço como o café, que é muito concorrido, biscoito e carne de frango, que sofreu um pequeno reajuste. Os produtos que sofreram um reajuste maior foram trocados pelo consumidor como, por exemplo, o arroz, que fez cair a venda e ao mesmo tempo aumentar a venda de macarrão.

Ao falar sobre a pandemia, o empresário declarou que que nunca vivemos uma situação tão difícil como esta dos últimos 18 meses. Lembrou que os supermercados fecharam apenas nos dois finais de semana estabelecidos pelo Comitê Covid. “A prefeitura foi de muita importância, porque conduziu o combate a pandemia de uma maneira que não nos afetou, pelo contrário, até ajudou e não fechamos em nenhum momento”, lembrou. Disse também que suas empresas tomam os cuidados recomendados e não tem conhecimento de nenhum funcionário que tenha sido impedido de trabalhar por conta do Covid-19.