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𝐉𝐨ã𝐨 𝐋𝐮𝐢𝐳 𝐀𝐳𝐞𝐯𝐞𝐝𝐨–𝐀𝐝𝐯𝐨𝐠𝐚𝐝𝐨 -O Prefeito Municipal divulgou a noticia de que os proprietários dos trailers localizados beirando o ribeirão foram notificados para desocupação do local, que se transformará na Alameda Poços, com a construção de quiosques, destinados a comércio semelhante no local, a transferir o uso, mediante licitação.

Correta a desocupação, uma vez que o espaço público vem sendo utilizado, já há décadas, de forma absolutamente ilegal.

De outra banda, não está sendo dado o mesmo tratamento a outros trailers que tambem ocupam espaço público, de forma irregular, em outras localidades de nossa cidade. São dois pesos e duas medidas.

Uma questão que merece ser debatida é que não é tarefa afeta ao Poder Público, a construção de unidades para exploração comercial pela iniciativa privada, ainda que se proceda licitação. Trata-se de um gasto totalmente desnecessário e ao que sabemos a Prefeitura não está nadando em dinheiro.

Está parecendo que essa intervenção, neste momento, estaria a beneficiar o novel concessionário dos pontos turísticos, pois a urbanização do local certamente trará benefícios imensos à empresa que passa a explorar o teleférico.

Que o local precisa ser urbanizado é algo realmente imprescindível, mas daí a construir unidades imobiliárias, para exploração comercial pela iniciativa privada, existe uma diferença gigantesca. Cada um deve permanecer no seu quadrado, sem que o Poder Público busque se imiscuir em atividade típica da iniciativa privada.

Essa questão deve ser tratada com especial carinho, pois no nosso entendimento, respeitadas opiniões divergentes, beira a improbidade administrativa, esse gasto feito para benefício explícito de determinada categoria de comércio.

A Câmara Municipal, responsável legal pela fiscalização dos atos do Executivo deve ficar bem atenta com tudo isso, para não se tornar conivente com situação, que, em tese, poderá vir a ser entendida como improbidade.