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Um grupo de empresários de São João da Boa Vista se uniu no ano 2000 e criou uma agência de desenvolvimento com foco no desenvolvimento econômico, geração de emprego e renda e inserção social visando a atender aquele município. Em 2017 a agência, que não é ligada ao poder público, ampliou seus horizontes e transformou-se na Agência de Desenvolvimento do Leste Paulista e Sul de Minas.

“A agência é uma organização não governamental, é mantida, dirigida e acompanhada pelos fundadores e pelas instituições. O poder público não tem uma participação direta nesta organização”, explicou Amélia Queiroz, executiva da agência, em entrevista ao programa Boca Boa, da Master Web Rádio. Segundo ela, os empresários que montaram a agência estão mais idosos e por isto a organização passa por uma reformulação e os sucessores estão assumindo.

“A nossa história é uma história de sucesso em São João. Não é uma história de um ano, de poucos meses, mas de muitos anos. Os resultados mais significativos que conseguimos e que dão para transformar em números, do ano de 2005 a 2012 a agência foi a operadora do desenvolvimento econômico do município. Os empresários mantenedores compuseram o Conselho Municipal de Desenvolvimento e isto fez a diferença para o desenvolvimento econômico local”, informou Amélia, acrescentando que nestes 8 anos a agência e a Prefeitura conversaram com cerca de 500 novos negócios e conseguiu atrair 70 novos.

“Foi um trabalho intenso e toda a população participou e ajudou a buscar estas empresas. Em termos de empregos, pelo Caged, geramos 9 mil novos postos de trabalho. Em 2005 o cadastro era de 11 mil desempregados em 2012 havia no ‘banco de talentos’ 2000 pessoas cadastradas, ou por não quererem trabalhar ou porque procuravam um salário melhor. Amélia lembrou que em 2012, São João alcançou o ‘Prêmio Emprego’. “Todo mundo acha isso maravilhoso, mas se você não planejar a cidade você começa a cair na curva do desenvolvimento, porque uma cidade em pleno emprego passa a ser suscetível a chegada de mão de obra e aí você não tem estrutura urbana, como casa, escola, creche, para recebê-la.

Desta forma, de acordo com Amélia, em 2012 a agência se envolveu em um grande projeto de planejamento da cidade, no que se refere a questão urbana, econômica, numa visão de 30 anos, que passou a se chamar projeto ‘São João 2050”, transformando-se depois em ‘Município 2050’. Em 2017 a agência passou a implantar este mesmo projeto em outros municípios. Poços de Caldas é um deles.