Aeromóvel desperdiçou dinheiro público

Quem acompanhou as primeiras iniciativas para a construção do Monotrilho em Poços de caldas, conhece muito bem a história do Aeromóvel de Porto Alegre, que liga o metrô da cidade ao aeroporto Salgado Filho, num percurso de 814 metros, construído em sua primeira fase na mesma época em que teve início a construção do monotrilho em Poços, apenas com uma diferença: era custeado com dinheiro do governo federal.

O atual modelo iniciou sua operação experimental aberta ao público em agosto de 2013. Em maio de 2014 começou a operar em horário comercial e integral. Sua ligação entre o metro e o aeroporto não tem custo adicional para o passageiro e simplifica o acesso ao terminal.

O Aromovel é um projeto 100% nacional, desenvolvido pelo Grupo Coester, do Rio Grande do Sul. Seu sistema de propulsão é pneumático, por meio de ventiladores industriais que sopram o vento em dutos situados na via elevada. Esse vento impulsiona um aleta, similar a uma vela, acoplada à parte inferior do veículo. Por isso ele não tem os gases poluentes e é classificado na categoria de veículo APM por ter operação totalmente automatizada.

O Aeromovel é um veículo cuja concepção foi patenteada pelo seu criador, Oscar Coester, em 1977, o Monotrilho de Poços foi aprovado em 1981. Um projeto piloto chegou a ser implantado em Porto Alegre em 1983, mas acabou sendo abandonado depois de apresentar muitos problemas, inclusive a queda de uma composição sobre uma avenida. A segunda fase foi implantada em 1989 em Jacarta, na Indonésia, Com a experiência Coester desenvolveu a atual versão.

No início da década de 80, Coester conseguiu a liberação de recurso do governo federal a fundo perdido para implantar o projeto que acabou não dando certo e o investimento público foi desperdiçado. A intenção dos idealizadores do projeto do Monotrilho em Poços era também de obter financiamento público para o empreendimento. Como não conseguiram a obra andou em ritmo lento, custeada com recurso próprio.

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