Ação entre amigos

A medida que o prefeito Sérgio Azevedo mexe no secretariado, exonerando alguns, mas os mantendo em outros cargos do governo, desmoraliza ainda mais a sua promessa de campanha que era de realizar uma administração técnica, mais profissional comparada com as de outros governos.

Ricardo Fonseca foi exonerado do cargo de secretário de turismo porque não deu conta do recado, permaneceu no posto dois anos e meio sem fazer absolutamente nada e vendeu para o chefe do executivo, como turismólogo, a ideia de que faria uma verdadeira revolução no setor. Demitido do cargo foi acomodado na secretaria de cultura.

Agora o prefeito faz a mesma coisa com Marcos Sansão que decepcionou a frente da Secretaria de Defesa Social, um setor do qual foi critico ferrenho como vereador na administração anterior. Demitido da secretaria foi acomodado na direção da empresa pública Águas Minerais, que por sinal é deficitária e corre sério risco de paralisar suas atividades.

A demissão de ocupantes de cargos de confiança é o preço que se paga quando se ocupa o comando do executivo. Que o diga Geraldo Thadeu que no meio do mandato teve que mandar embora pelo menos cinco secretários, alguns amigos de longa data e que depois viraram inimigos pela perda do emprego, além de reduzir drasticamente o número de ocupantes de cargos de segundo escalão. Ou tomava medidas duras para conter gastos ou seu governo fracassaria.

Luiz Antonio Batista montou um secretariado só com profissionais vindos da iniciativa privada.Quebrou a cara e foi obrigado a demitir pelo menos metade dos secretários, também no segundo ano do mandato, mas deixou a prefeitura com aprovação de quase 80%. O mesmo se deu com Sebastião Navarro que não pensava duas vezes para afastar aqueles que não estavam correspondendo nas funções.

Todos se deram bem no cargo e saíram consagrados. Já Eloisio Lourenço e Paulinho Courominas preferiram manter em cargos de importância, por questões políticas, assessores incompetentes. Deu no que deu.

O governo não deveria ser transformado em uma espécie de ação entre amigos. Principalmente quando se deseja desenvolver uma gestão técnica, como é o caso desta administração que a cada dia mais se parece com uma gestão sem rumo, totalmente amadora.

 

Saldo de novos empregos continua positivo

Poços de Caldas continua apresentando um saldo positivo na geração de novos empregos com carteira assinada, segundo dados revelados pelo Caged referentes ao mês de julho. Neste mês 45 novas vagas foram abertas, elevando o saldo de 2018 para 360 novos postos de trabalho, enquanto que nos últimos 12 meses o saldo positivo somou 121 novas vagas.

O levantamento, no entanto, apresenta um dado preocupante no setor da construção civil que somente nestes sete meses do ano perdeu 308 vagas, um dado que comprova uma paralisação no ramo imobiliário onde a oferta de imóveis tem sido bem maior que a demanda.

Pouso Alegre continua com o maior saldo de novos empregos em 2019, soma nestes sete meses a abertura de 1.639 novas vagas e nos últimos 12 meses este total sobe para 2.098. Varginha ficou com saldo negativo no mês de julho com o fechamento de 121 postos de trabalho, mas soma no ano 364 novos empregos e nos últimos 12 meses 134..

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