A toque de caixa

O projeto de lei que trata da revisão do Plano Diretor está pronto para ser encaminhado à Câmara Municipal, para apreciação dos vereadores. O novo Plano Diretor depois de passar dois anos e oito meses adormecido na Secretaria de Planejamento, foi elaborado a toque de caixa devido a pressão que o executivo sofreu por parte do Ministério Público.Isso se deve a necessidade de realizar a licitação do transporte coletivo dentro do prazo estabelecido no Termo de Ajustamento de Conduta, assinado pelo Município juntamente com o Ministério Público e a empresa Circullare, cuja concessão termina no próximo dia 26 de novembro.

Trata-se de mais uma incoerência da atual administração que retirou do legislativo o mesmo projeto no apagar das luzes da administração passada para fazer algumas alterações com a promessa de devolvê-lo ao legislativo no primeiro semestre do ano seguinte.

O projeto do Plano Diretor a ser encaminhado para a Câmara, segundo informações de um empresário que atua no setor da construção civil,vai restringir o desenvolvimento da cidade, criar especulação imobiliária, e gerar desemprego no setor porque faz uma série de restrições dificultando novos empreendimentos imobiliários na zona leste da cidade.O argumento utilizado é pela falta de infraestrutura na região – água e esgoto –que não comporta mais crescimento. Simplesmente inaceitável inserir isso em um Plano Diretor que é exatamente o instrumento para planejar o desenvolvimento da cidade. No caso a proposta é justamente ao contrário, restringe o crescimento.

Se existe falta de infra estrutura na região leste e por esse motivo não comporta crescimento o que se faz necessário é investimento. Alegam que não existe recurso,mas o diário oficial acaba de publicar ato do DMAE contratando serviço de engenharia para elaboração do projeto para a construção da nova sede do Departamento Municipal de Água e Esgoto. Não tem recurso para investimento em infraestrutura, mas tem dinheiro para fazer sede nova. Uma questão de definir prioridade.

Ao encaminhar para o legislativo o projeto do novo Plano Diretor, sem critérios, o prefeito pretende apenas se livrar da pressão que vem sofrendo por parte do Ministério Público e empurrar o problema para os vereadores.

 

Mosconi mantém esperança de assumir mandato

Acompanhado do prefeito Sérgio Azevedo, mais o secretário de governo Celso Donato e o secretário adjunto da saúde, Flávio Togni de Lima e Silva, o primeiro suplente de deputado federal pelo PSDB, Carlos Mosconi, viajou na segunda-feira para a capital mineira.

Entre outros compromissos que o grupo agendou em Belo Horizonte foi realizado um encontro com o senador Antonio Anastasia. Na oportunidade, como o senador tucano possui bom trânsito junto ao governo de Romeu Zema, foi levantada a hipótese de uma conversa com o governador ou com seu novo Secretário de Governo, Bilac Pinto, sobre a possibilidade de levar para o governo mais um deputado federal da coligação da qual o PSDB faz parte, abrindo vaga para Mosconi assumir o mandato.

 

Reforma emperrada

A reforma da Praça D. Pedro II, iniciada pela administração e que se encontra com as obras praticamente paralisadas tem levado preocupação aos expositores da feirinha e motivou requerimento de autoria do vereador Paulo Tadeu que deseja saber do executivo uma série de informações, a começar pelo projeto de reforma que deveria estar aprovado pela Secretaria de Planejamento, além do custo da obra que vai exigir a contratação de material e mão de obra de empresa privada, ao contrário do que foi anunciado em vídeo pelo prefeito e publicado nas redes sociais.

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