* Um discurso vazio, sem conteúdo, sem projeto de governo e principalmente com palavras pensadas para agradar a todos, falando aquilo que a maioria deseja ouvir. Foi assim a fala do governador rio-grandense Eduardo Leite, na reunião com lideranças e simpatizantes do PSDB, no sábado, em Poços de Caldas. Em cima do muro, como todo bom tucano. Esta é a opinião de várias pessoas que se dispuseram a comparecer no evento organizado pelo diretório local.

* Segundo o jornal Folha de São Paulo, Eduardo Leite, como novidade eleitoral era obviamente o foco de observação de líderes tucanos e de outros partidos no debate promovido nesta terça-feira pelos jornais Globo e Valor Econômico. Acabou com um desempenho algo frustrante para seus apoiadores, ainda que o debate só servisse a consumo interno: ninguém decidiu seu voto fora do universo das prévias caso tenha se disposto a assistir o sonolento debate.

* Pesquisa feita pelo instituto Datafolha revela que 93% da população é contra os supersalários pagos a servidores públicos em todos os níveis. Quem se dispuser a dar uma olhadinha na folha de salários pagos aos servidores da prefeitura, que está à disposição no Portal da Transparência pode verificar que altos salários do funcionalismo também existem por aqui. É só acessar para conhecer os privilegiados.

* Declaração do prefeito Rafael Simões, durante a visita do governador Romeu Zema a Pouso Alegre, na semana passada: “Governador, ninguém aguenta mais a Copasa”. Enquanto isso, na Assembleia Legislativa caminha firme a CPI para investigar denúncias de corrupção na Cemig, a estatal de energia elétrica mineira que cobra uma tarifa quase três vezes maior que o DME.

* E’ por essas e outras que Poços de Caldas continua sendo uma cidade privilegiada por contar com um departamento de água e esgoto e uma distribuidora de energia elétrica, que oferecem serviços de alta qualidade para a população com preço abaixo de outras empresas de saneamento e energia elétrica. Coisas que devemos a políticos de antigamente que sabiam administrar, pensavam o futuro e decidiam o que era melhor para a cidade.

* Em tempo: se bem que as vezes somos surpreendidos por uma servidora que consegue, sozinha, ludibriar seus colegas de trabalho durante mais de um ano e meio, desviando (segundo consta), mais de R$ 1 milhão para a sua própria conta. A média de depósitos em cheques do DMAE, desviados para a sua conta era entre 8 a 10 mil reais por semana.