* No ofício que encaminhou para o secretário estadual de saúde, Fábio Baccheretti, a presidente do Conselho Municipal de Saúde, Regina Alves, afirma que não existe por aqui nenhum garantidor deste serviço (atendimento de emergência para vítimas de infarto e AVC), com experiência, profissionalismo e empenho, como o hospital Santa Lúcia. A Santa Casa, segundo a presidente do CMS, não tem titulação para atender cardíacos e nem entendimento técnico para tal, assim como nem mesmo atendentes especializados no setor.

 * Pois bem, embora seja inquestionável o fato de que o Hospital Santa Lúcia presta excelente serviço neste setor da cardiologia, e com isso tem salvado muitas vidas ao longo dos anos, a presidente do Conselho Municipal de Saúde está se precipitando ao pré-julgar e desqualificar um serviço que ainda não existe. O hospital da Santa Casa foi inserido no programa Varola Minas para prestar o mesmo tipo de atendimento pelo fato de não ser um hospital privado e sim, filantrópico, como determina a lei para atendimento a pacientes do SUS.

* O diretor da Santa Casa já informou que após o convite para integrar a rede de emergência do Valora Minas, deu início aos preparativos para dotar o hospital de toda estrutura física e de pessoal especializado no sentido de oferecer um bom atendimento e até citou a data de 18 de novembro para dar início ao trabalho. Se o hospital ainda não está estruturado e nem começou a desenvolver este tipo de atendimento primário para pacientes com infarto agudo ou AVC, como pode a presidente do Conselho Municipal de Saúde antecipar o julgamento, desqualificando o hospital que que é credenciado pelo Ministério da Saúde, em nível 3, para atendimento de urgência e emergência?

* Regina Alves perdeu uma boa oportunidade para sair em defesa do Hospital Santa Lúcia, pleiteando do Secretário de Estado da Saúde uma saída para que o nosso Hospital do Coração continue prestando também o serviço de emergência uma vez que já é credenciado para hemodinâmica em cardiologia, tratamento e cirurgias.  Ao mesmo tempo, como presidente do Conselho Municipal de Saúde deveria dar todo apoio ao Hospital da Santa Casa para que passe a atender também pacientes com diagnóstico de infarto e AVC. Estaria assim trabalhando para a ampliação do leque de atendimento aos pacientes não só de Poços de Caldas, mas também de outras 47 cidades da região. 

* E mais, dado o sinal verde para que a Santa Casa acrescente este tipo de atendimento no seu setor de urgência e emergência, para o qual está devidamente credenciado, caberá ao Ministério da Saúde, ao Estado, por meio do núcleo que gerencia o Valora Minas, mais a Secretaria Municipal de Saúde e ao próprio CMS, presidido por ela, a tarefa de fiscalizar e exigir do hospital um atendimento adequado, com profissionais especializados e a estrutura necessária para receber os pacientes.

* No ofício Regina Alves deixa claro que fala em nome do Conselho Municipal de Saúde de Poços de Caldas, o que supõe esteja representando a opinião e o pensamento dos demais conselheiros.