* Não dá para deixar passar em branco a trapalhada que resultou na troca de cadáver e envolveu duas senhoras, vítimas da Covid-19, neste final de semana. Uma delas, que reside fora do município foi sepultada em lugar de outra que faleceu da mesma doença. Descoberta a troca, as famílias foram informadas e além do drama pela perda do ente querido ainda tiveram que passar por outro desgaste emocional que foi a exumação da que foi sepultada em lugar da outra. Um fato lamentável e que precisa ser devidamente apurado para que o responsável pela confusão seja punido.

* Respondendo a um vereador sobre qual a situação atual do teleférico, o executivo disse que espera um laudo técnico para quem sabe colocá-lo novamente em funcionamento. Claro que ninguém vai se atrever a assinar um laudo depois de o equipamento permanecer durante quase dois anos abandonado, sem nenhuma manutenção. Por essa razão o teleférico deve continuar desativado até que a tal privatização seja feita, o que não deve acontecer este ano.

* E pela informação do vice-prefeito na entrevista de hoje, os técnicos do BDMG não estão concordando em fazer a licitação de forma separada, preferindo seguir a proposta inicial que incluiria o teleférico mais os pontos de passeio. A primeira tentativa de encontrar interessado na concessão por esse modelo não deu certo e foi considerada fracassada.

* O melhor que a prefeitura deveria fazer seria dispensar a consultoria do BDMG e planejar a concorrência pública com pessoal próprio. Vale lembrar que o Tribunal de Contas não aceitou o modelo de edital feito pela consultoria. E o que atrapalha em muito o interesse de interessados também está no preço a ser pago pelo vencedor da licitação a esses técnicos, coisa de meio milhão de reais.

* A administração, que no primeiro mandato já desperdiçou R$ 600 mil com a UNIFEI mais R$ 360 mil com o Cefet-MG para fazer a concorrência do transporte público deveria ter aprendido a lição. Quem acabou concluindo o edital e realizou a concorrência foram técnicos da própria prefeitura, sob orientação do secretário de Planejamento, Antonio Carlos Alvisi. Nesses casos, quem conhece e operam os milagres são mesmo os santos da casa e o que é melhor, sem gastos extras.

* Intriga o fato de que este e outros assuntos ligados ao turismo, como é o caso da reconstrução da Casa de Chá, no Recanto Japonês, não esteja em pauta, para ser discutido pelos que integram o Conselho Municipal de Turismo (CONTUR). O conselho é quem deveria estar assessorando o secretário e discutindo os problemas ligados ao setor. O Conturnão está servindo para coisa nenhuma e sequer é convocado para opinar sobre as ações desenvolvidas pelo executivo.

* Bons tempos aqueles quando o Conselho era formado por meia dúzia de apaixonados pela cidade e que realmente pensava a cidade como destino turístico. Foram essas pessoas que criaram todas os pontos de passeio que hoje estão abandonados, o próprio teleférico e ainda programavam os eventos que atraiam multidões para a cidade.

* Saudades do time formado por Ronaldo Durante, Vinicius Bertozzi, Rafael Acconcia, Wagner Durante, Ary Bressani e outros, responsáveis por tudo isso que temos até hoje, incluindo a feira de artesanato. O CONTUR de hoje é formado por muitas pessoas para fazer absolutamente nada, até porque seus integrantes não são consultados e não tomam iniciativa para participar ativamente dos assuntos que dizem respeito ao setor. É um conselho que não aconselha, não discute e não sugere coisa alguma.