* O secretário de Saúde, Carlos Mosconi, que participou de forma remota da audiência pública, sobre a pandemia realizada pela Câmara Municipal na quarta-feira, disse que o momento que estamos vivendo é muito triste, angustiante em termos de gestão pública. “Estamos vivendo uma situação desconhecida de todos. Não há nenhum local no Brasil e em outros países que tenham uma receita definitiva e pronta para ser utilizada em uma situação como esta”, falou o secretário de saúde.

* Segundo ele, existem milhares de iniciativas, propostas de soluções, questionamentos, levantamentos que estão sendo feitos. Vivemos com esta angústia. Todos os dias há um número de contaminados grande, expressivo, de mortes também grande e de ocupação de leitos também”, lamentou. “O que sabemos é que as pessoas estão ficando doentes, indo para os hospitais e morrendo, este é o drama”, enfatizou Mosconi.

* Com base nos boletins epidemiológicos divulgados pelas prefeituras das 10 maiores cidades do Sul de Minas, o G1 fez um levantamento que apontou que 94.491 foram recuperados de covid na região. A cidade com mais casos de pacientes recuperados é Pouso Alegre, com 19.632. O município também é o que possui maior número de contaminados pela doença: 20.683.

* Aproveitando a sessão extraordinária ainda foi lida mensagem do executivo dispondo sobre a reestruturação do Conselho Municipal de Acompanhamento e Controle Social do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – Conselho do FUNDEB, em conformidade com o artigo 212-A da Constituição Federal, que será enviada para parecer das comissões permanentes. 

* O vereador Ricardo Sabino (PSDB), encaminhou ofício à Mesa Diretora justificando sua ausência na sessão extraordinária de ontem alegando compromissos assumidos anteriormente. No documento lido em plenário não foram informados quais os compromissos inadiáveis que justificassem sua falta.

* A proposta de emenda à Constituição (PEC) que pode destravar o impasse sobre o acordo tramita de forma rápida na Assembleia Legislativa, após ser apresentada na quarta-feira, teve o relatório favorável na Comissão de Constituição e Justiça e já nesta sexta será votada em plenário. A PEC insere na Constituição Estadual uma autorização para que os recursos extraordinários recebidos pelo governo estadual (acordo com a Vale) possam ser gastos por meio da transferência especial.

* Na prática, se aprovado, isso permitirá que o R$ 1,5 bilhão que os deputados querem mandar para os municípios via acordo da Vale seja repassado de forma direta, sem a necessidade de apresentação de documentos ou a elaboração de convênios, alternativa defendida pelo governo Zema. Poços de Caldas será beneficiada com R$ 7 milhões segundo a escala de repasses da verba, baseada no número de habitantes.